clara maria
Esse livro é uma coleção de poesias dos meus 18 aos 26 anos, mas que provavelmente começou a nascer aos 13 — idade em que a poesia despertou em mim.
Sempre fui intensa e profunda, e ao longo do tempo fui intuitivamente encontrando formas de iluminar as minhas dores e questionamentos através da expressão sem censura, especialmente escrevendo.
Esse não é um livro contido, nem polido, nem politicamente correto. Ele toca tabus, inquietações e desconfortos. Ao mesmo tempo, atravessa delicadezas, vulnerabilidades e aspectos muito sensíveis.
Do denso ao sutil, me expresso da maneira mais verdadeira e visceral possível, sem filtros nem análises.
Para mim, a poesia não é campo de correção nem de entendimento, e sim de exploração, confronto e arrebatamento. O tipo de honestidade que não pede desculpa.
Esse livro é minha descida de Perséfone transformada em obra, onde o contraste entre inocência e brutalidade se faz presente em cada palavra. A menina das flores de mãos dadas com a rainha do submundo.
Eu só posso agradecer pela lua negra por tudo que ela me mostrou e me permitiu integrar, me ensinando a transformar veneno em medicina, a transmutar ferida em amor.
